Dos prazeres de se fazer mal...
Incosciente e imperceptível, quando se torna intragável...
Quando começa manso, de leve e atravessa um coração, pulmão, fígado, baço ou vesícula...
A crueldade é uma arte sacia os sentidos, uma religião que te faz perseverar no que sabe não ser plausível, saudável, uma necessidade quase fisiológica... tão fina e precisa quanto um corte de bisturí.
Tão avassaladora, tão discreta e tão primordial quanto a fome. Sim, porque alimenta. Não se sabe ao certo o que ainda, mas alimenta. Talvez a alma tortuosa, talvez a mente distorcida ou alguma ligação química estranha ou, ainda, ausência desta...... Porém inegável é o prazer, mesmo quando beira o findamento, quando beira as lágrimas, quando beira o fim do prazer.
